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sexta-feira, 17 de abril de 2009



Escrito por Rodrigo Carneiro e narrado por Alice Braga para o ALBUM "Nas Confrarias das Sedutoras".

E aqui, desfalecidos e circunstancialmente inertes, somos a prova viva da expressão. Tarde demais para nos tornarmos santos, mas, flagrando você me olhar assim, começo a crer na ressurreição. No teu ressuscitar ereto. Eu estou quase sempre pronta. Quase sempre. Tenho certeza que vai ser ainda melhor. Acho que agora eu quero morrer e viver contigo para sempre. Vem.

TEXTO COMPLETO

O orgasmo é uma pequena morte - une petite mort, como definem os franceses. E aqui, desfalecidos e circunstancialmente inertes, somos a prova viva da expressão. Convenhamos que trata-se de uma morte bem boa anunciada por olhares de languidez, sussurros, beijos-faísca, mãos nada bobas, equipes de exploração das áreas mais íntimas do corpo. Eu grito e canto para aqueles que, como nós, se divertem com o pecado da carne. Sabe que certas mitologias do Ocidente já não me assombram - tarde demais para nos tornarmos santos -, mas, flagrando você me olhar assim, começo a crer na ressurreição. No teu ressuscitar ereto. Esqueçamos de tudo. Vem, meu bem. Eu estou quase sempre pronta. Tenho certeza que vai ser ainda melhor. Acho que agora eu quero morrer e viver contigo para sempre. Vem.

domingo, 3 de agosto de 2008

"É fato que a mulher exerce uma supremacia sobre os homens. Dizem por aí que as mulheres não são donas vitalícias do planeta por questão de um único ponto fraco: A insegurança.

Se todas elas tivessem a noção do poder que possuem nas mãos delicadas e enfeitadas com unhas grandes e vermelhas, nesse momento estaríamos todos presos a bolas de ferro, executando trabalhos forçados para sustentar seus prazeres e mazelas.

Na verdade tudo isso já ocorre de maneira intangível e sutil, trocando as bolas duras e pesadas por pensamentos levianos que nos aprisionam com mais eficácia. Devaneios sobre pezinhos, alcinhas, decotezinhos, pinduricalhozinhos diversos e tudo que se pode dizer no diminutivo. Cada qual com sua peculiaridade, acabamos sempre de quatro por alguma delas: Lolitas, fogosas, tímidas, feministas, femininas, sonhadoras, recatadas, devassas, presumidas, mulheres de negócios, mulheres do povo, mulheres de deus."

Desconheço o autor. Porém achei interessante o texto para uma primeira publicação!
 
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