quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Mas nada é eterno. Junto com o sofrimento vem a experiência. Até onde podemos agüentar? Juntando com cacos pra refazer a taça porém, com marcas anteriormente inexistentes. Prefiro a surpresa de um grande choque, não sei qual dor me aguarda, mas será única e passará. Pior é levar choques com menores voltagens, eles me deixam tensa à espera do próximo.
2009 veio com gosto de gás. Problemas em todas as áreas.. saindo da matrix..desde domingo novas descobertas..pessoas são bichos complicados.

sábado, 3 de janeiro de 2009

"Você é feliz? Você sabe o que é a felicidade? Ela é de origem hindu, cristã ou mulçumana? A felicidade é simplesmente a felicidade. A pessoa feliz, na verdade, não pertence a tempo algum. O êxtase faz o tempo e o espaço desaparecerem.
A infelicidade pode lhe dar muitas coisas que a felicidade não pode. Ela alimenta a sua personalidade, enquando a felicidade é basicamente um estado de ausência de personalidade. Este é o problema, o verdadeiro dilema.
A infelicidade o torna especial. Quando você está doente, deprimido, infeliz, os amigos vêm visitá-lo e consolá-lo. Mas quando você esta realmente feliz, o mundo se volta contra você. A pessoa feliz é uma espécie de "afronta" à infelicidade alheia.
E, naturalmente, como o mundo é feito de pessoas infelizes, ninguém é corajoso o bastante pra suportar a humanidade torcendo contra. È perigoso e arriscado. Melhor agarrar-se à infelicidade. Feliz, você é apenas um indivíduo. Infeliz, você faz parte da multidão.
E, naturalmente, como o mundo é feito de pessoas infelizes, ninguém é corajoso o bastante pra suportar a humanidade torcendo contra. È perigoso e arriscado. Melhor agarrar-se à infelicidade. Feliz, você é apenas um indivíduo. Infeliz, você faz parte da multidão.
Olhe para sua própria infelicidade e observe que é algo que lhe traz respeito. As pessoas ficam mais simpáticas e atenciosas, o que é estranho. Se você insistir em ser feliz, vai virar alvo de muita inveja e as pessoas não serão nada amigáveis. Elas se sentirão enganadas: você possui algo que não está ao alcance delas. Assim, aprendemos um mecanismo sutil: reprimir a felicidade e expressar a infelicidade transformou-se em nossa segunda natureza."

Osho

Embora eu não concorde com o texto achei o mesmo belo!
Analisando a morte...
"(...)A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo.

Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?

Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer.

A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu.

Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente…

De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um chiste.

Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas.

Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.

Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério?

Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo.
Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo?

Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero.

E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.

Por isso viva tudo que há para viver.

Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida…

Perdoe….sempre!!!"

(Pedro Bial)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Hum.. acho que nunca queremos a conquista, e sim a luta! Porque a conquista proporciona a perda de est'imulo! 'E! Sem mais delongas!

A Alegria na Tristeza

terça-feira, 2 de setembro de 2008

"O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.

O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.

Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.

Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada."


Martha Medeiros

Existem pessoas que escrevem o que você gostaria de expressar..

Antigos pensamentos

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Esse blog não tem nenhuma linha de pensamento e, por sinal, eu nem penso muito pra postar. Do jeito que vem o pensamento eu coloco. O tema da vez é o ciúme. [Eu com minha mania de querer racionalizar tudo..].
De acordo com o Houaiss:
ciúme: s.m. 1. estado emocional complexo que envolve um sentimento penoso provocado em relação a uma pessoa que se pretende o amor exclusivo; receio de que o ente amado dedique seu afeto a outrem; zelo (mais us. no pl.) 2. medo de perder alguma coisa.

Primeiramente, todo sentimento é complexo. O sentir é bastante subjetivo e tem várias interpretações.
Zelo..não creio que ciúme possa se resumir nessa palavra. Pra mim, o ciúme está intimamente associado ao sentimento de posse, de que algo ou alguém é meu, me pertence. E o medo de perder, é o nosso ego falando mais alto, pedindo atenção e exclusividade -doce ilusão. Será que em 'sociedades primitivas' (termo pejorativo, eu sei) onde a poligamia era regra, as pessoas não eram mais 'livres'? Perdiam menos tempo e desgastavam menos os relacionamentos por ciúme?
(Afinal, sinto informar, mas ninguém é de ninguém..você pode se comprometer, mas isso não quer dizer que você é propriedade).

Por outro lado, o ciúme tem sua serventia para o ego alheio. No momento em que demonstro/digo a alguém que estou com ciúme dele (desse alguém) a pessoa se sentirá valorizada, como se o ciúme fosse a prova de bem-querer.


 
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